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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Coral Infantil-Palácio Avenida/HSBC em Curitiba
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
AS DEZ MAIS DE 2011...
No final deste primeiro ano do blog -
apesar de ter sido criado em maio -, resolvi fazer uma lista das postagens mais
visualizadas. Agradeço a todos pela força... Um feliz 2012!...
Um dia desses recebi um email, um texto
intitulado, “O Menestrel”, assinado por William Shakespeare...
Puxa! E eu que achava que os Egípcios
estavam errados por acreditar na metempsicose! Tenho que aceitar que
Shakespeare está reencarnado!... É um asno anencéfalo...
Brincadeiras à parte, quem conhece um
trecho que seja da obra do dramaturgo inglês, não cai nessa cilada... O texto
em questão é uma versão, de gosto duvidoso, do poema de Verônica Shoffstall,
denominado After a While.
É
claro que não há nada demais em se publicar seus próprios textos, a internet
está aí para isso mesmo, é uma democratização positiva, mas tem gente que abusa
dessa liberdade... Copia-se um trecho aqui, acrescenta-se uma idéia “criativa”
ali, e o Frankesntein literário está pronto. Depois é só jogar na rede e
esperar que milhões de peixes desavisados mordam a isca...
Quando escrevemos algo e não estamos ainda
totalmente seguros, não convém lançarmos mão de algum “pistolão”, usando um
pseudônimo de peso. É claro que isso acaba dando certo, pois mesmo que a fraude
fique meio óbvia, sempre se pode contar com os “puxadores” de texto
falsificado... Os interneteiros que sempre tocam qualquer coisa em frente, sem
checar a fonte; se têm musiquinha e bichinho, tá valendo...
Lembra daquele ditado que diz que filho
feio não tem pai? Nesse caso emprega-se com uma pequena modificação: “Filho
feio quando tem pai, o tal é falsificado”.
De tanto que são evocados em vão, ouvi
dizer que tem escritor desencarnado lotando as sessões mediúnicas na tentativa
de ditar o seu manifesto... A obra se chamaria: “Protesto de Além Túmulo...”
Comigo eles podem ficar descansados, pois
ao final terei coragem e não me furtarei a assinar esta "obra"...
Frequentemente ouvimos dizer que a internet
nos expõe de tal forma que é como se estivéssemos com nossas janelas
escancaradas para o mundo. Isso é uma verdade! Então se você é um desses que
costuma acompanhar o gado virtual, contribuindo para a proliferação, via email,
da "Peste do Escritor Estelionatário", cuidado! Pois, deparar-se com
mensagens cujo conteúdo vão do otimismo exagerado ao pessimismo disfarçado de
visão profética, com aquele final ameaçador do tipo: “... então se você não
quer que isso tudo aconteça, transmita essa mensagem a dez amigos...”, pode ser
bastante desagradável... É como querer espiar fora de casa e receber de repente
um troço estranho janela à dentro...
Fica aqui uma reflexão: O que será que
estamos arremessando, nas “Unprotected Windows” de nossos amigos?...
"Se eu tivesse
a pretensão de apresentar uma fórmula de como viver melhor, diria que
devemos precisar de muito pouco e que teria que acontecer muita coisa para
que perdêssemos nosso equilíbrio... É uma pena, mas acho que estamos
vivendo essa equação ao contrário..."
"Se as portas da percepção fossem
abertas, tudo pareceria aos homens como realmente é... infinito..."
(WILLIAM BLAKE)
Um dia desses uma grande
amiga, em meio a uma discussão em que o assunto lhe pareceu um tanto pesado,
disse não querer se envolver em questões polêmicas e que após uma entrevista
que havia assistido na t.v com o humorista Sérgio Malandro, tornara-se uma
seguidora fiel de sua filosofia... Não conseguimos ouvir a tal filosofia,
pois caímos na gargalhada...
À noite ao chegar em casa
liguei a t.v e o apresentador robotizado do telejornal disparou: "... mais
uma palhaçada do Palloci... - não foi exatamente isso, mas eu entendi assim -
... Pimenta Neves só agora... Prefeito de campinas preso quando voltava da
Europa... Verba de Gabinete, gastos exorbitantes... Ex BBB diz..."
- Ai meu Deus! Qual era mesmo
aquela Filosofia do Malandro? - Resolvi ligar urgentemente para aquela minha
amiga e por via das dúvidas, enquanto aguardava...
Glu, glu ieié!... Salcifufu!
Glu, glu ieiééééé!...
5º) Ainda que só exista a matéria,
Que aquilo que meus olhos enxergam além,
seja ilusão;
Que o nada seja a última fronteira afinal,
Não deixarei jamais, que a razão prenda
meus passos,
Nem perpetue em mim o medo de perder,
A vida que só existe quando não temo
viver...
6º) Tempo de vida, ao contrário do que se
costuma dizer, não é sinal de experiência...
Muitas pessoas passam pela vida com a mesma
sensibilidade com que um elefante caminharia sobre ovos...
Experiência é assimilação...
Quantos velhos continuam cometendo os
mesmos erros?
Que tolice se gabar de nunca ter mudado
seus conceitos!
Não sou o mesmo que era há alguns anos...
Isso não quer dizer que não mantenha as
mesmas raízes;
Simplesmente procuro solo mais propicio à
produzir melhores frutos...
Outro dia assisti em um
programa da televisão, um jovem fã que esperava à porta de um hotel para ver
seu ídolo. Indagado pelo réporter sobre as origens de sua admiração, e que
força lhe conferia disposição para ficar ali por horas esperando por um
simples aceno, o rapaz filosofou que se lembrava dos ídolos de que seu pai
tanto lhe falara, disse que nunca se esqueceu dos discos de vinil que ele havia
lhe apresentado e que depois lhe transmitira como herança... Nomes como Pink
Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, entre outros, lhe teriam sido confiados...
Segundo ele, era essa mesma
paixão pela música que o movia naquele momento e um dia pretendia fazer a mesma
coisa com seu filho, mostrando a ele qual tipo de música caracterizara sua
época...
O que o desafortunado herdeiro irá receber?... Nada mais, nada menos que, Lady Gaga!...
O que o desafortunado herdeiro irá receber?... Nada mais, nada menos que, Lady Gaga!...
My God!... É ou não é o fim
dos tempos?!...
Sabe aquele ditado
popular que diz que Cara Feia é fome? Pois eu ousaria dizer que Cara Feia é
Falta... Falta de Cultura, de Autoestima, de Educação, de Inteligência...
Já te aconteceu cruzar
com um colega de trabalho no corredor e o sujeito de cara emburrada de
repente começar a olhar em todas as direções, seus olhos
riscando ângulos inimagináveis como se fulminado fora por um
ataque epilético, vendo até mesmo através de você, mas sem conseguir
de te enxergar?... E que dó, quando o indivíduo percebe que não vai ter como
fugir, nesse momento tem início um dos maiores sofrimentos que o ser humano
pode vivenciar. É com enorme sacrifício que ele tenta elevar seu lábio
superior, um milímetro que seja, para fingir um sorriso amarelo, enquanto
balbucia um moribundo, oi... Fico triste só de pensar na dor que é movimentar
músculos tão atrofiados!
Certa feita me deparei
com uma pessoa, imagine a cena, o pescoço todo virado para o lado em direção a
parede, enquanto o tronco permanecia em minha direção; penalizado, quase pedi
para que não se incomodasse... Já pensou se a pobre alma sofresse uma entorse,
ou até mesmo levasse um tombo, além do oi ainda teria que pedir
socorro...
Muitos pensam que
aquelas pessoas carrancudas, mal encaradas, são pessoas seguras que riem pouco
porque não tem tempo para banalidades. Alguns, principalmente um chato
apresentador de um daqueles entediantes programas de domingo, costumam atribuir
a esse tipo grosseiro e mal educado, o adjetivo equivocado de "gente de
personalidade forte". Eita!... Na minha terra isso era falta de educação
mesmo!...
Analisemos o seguinte: para
que servem as carrancas nos navios, segundo a crença dos navegadores? Para
espantar os maus espíritos, não é? Procuramos espantar o que nos mete
medo. E é isso que querem os carrancudos que conhecemos, espantar
qualquer ameaça, qualquer situação que possa deixar claro sua
insegurança...
Gente!
Intelectual de cara feia é estereótipo de folhetim de segunda ou
de filme B de Hollywood! Alguém já viu alguma foto do Ainstein? Pois bem, ela
lembra algum de nossos amigos mal humorados? É claro que não! Quem já atingiu
certo grau de cultura já consegue perceber que se expor é muito mais
proveitoso que se fechar como uma ostra.
Quem está bem consigo mesmo, não faz pose, não se coloca na defensiva. O ser humano que possui autoestima, não se preocupa com o ser, ele simplesmente é... Naturalmente já está pronto, sem fórmulas e arranjos... Por isso tem sempre um sorriso no rosto, não dispensa um bom dia, um aperto de mão, um abraço... Mas são atitudes sinceras, não guardam nada de encenação, do tipo corpo a corpo de político ou euforia de bobo alegre que ri o tempo todo sem nem mesmo saber porque... Quando falo de alegria, não defendo, ao contrário dos que costumam confundir, que ser alegre é ser extrovertido, nada disso, gente extrovertida demais acaba sendo muito chata, não há mal nenhum em se ter um bom momento de quietude, de solidão...
O que importa mesmo é o equilíbrio, a sinceridade... Quieto ou falante, risonho ou introspectivo, a educação se encaixa em qualquer personalidade. Ninguém tem culpa, se ainda não somos tão capazes quanto gostaríamos, ou se não acertamos tanto quanto seria de se esperar... Cada um tem seu tempo e seus limites, agora o que não dá é despejar no próximo o jiló que impregna nossa alma...
Cara Feia é Falta Sim!... Falta de Evolução...
Quem está bem consigo mesmo, não faz pose, não se coloca na defensiva. O ser humano que possui autoestima, não se preocupa com o ser, ele simplesmente é... Naturalmente já está pronto, sem fórmulas e arranjos... Por isso tem sempre um sorriso no rosto, não dispensa um bom dia, um aperto de mão, um abraço... Mas são atitudes sinceras, não guardam nada de encenação, do tipo corpo a corpo de político ou euforia de bobo alegre que ri o tempo todo sem nem mesmo saber porque... Quando falo de alegria, não defendo, ao contrário dos que costumam confundir, que ser alegre é ser extrovertido, nada disso, gente extrovertida demais acaba sendo muito chata, não há mal nenhum em se ter um bom momento de quietude, de solidão...
O que importa mesmo é o equilíbrio, a sinceridade... Quieto ou falante, risonho ou introspectivo, a educação se encaixa em qualquer personalidade. Ninguém tem culpa, se ainda não somos tão capazes quanto gostaríamos, ou se não acertamos tanto quanto seria de se esperar... Cada um tem seu tempo e seus limites, agora o que não dá é despejar no próximo o jiló que impregna nossa alma...
Cara Feia é Falta Sim!... Falta de Evolução...
Quais as perguntas que mais fazemos?
“A vida continua?... Será que tudo se
acaba?..."
Ela responde...
A cada segundo o presente se acaba... mas
um novo segundo recomeça e continua até se transformar em minuto... e se não continuasse
não chegaria a se transformar em um dia...
Você pode até acreditar que sim, mas já não
é mais o mesmo... e um dia você se pega falando de coisas que jamais imaginou,
seu senso do comum se torna mais apurado e de repente você evoluiu... ou não...
talvez apenas tenha se complicado ainda mais, mas mesmo assim, você já não é o
mesmo...
É perda de tempo pensar se vamos conseguir
superar a última onda, quando as primeiras nos convidam a aprender com os
pequenos obstáculos... pequenos que transformamos em monstros...
E nosso mar não passa de uma rasa camada de
água revirada que nos mantém sempre aprisionados. E passamos a vida toda
lutando, sempre à margem do que poderíamos ter atingido...
10º) Se algum dia você tocar o inatingível,
vai pensar que está fora da realidade, sem saber que seus braços é que de
repente ultrapassaram os limites que sua mente havia estabelecido e que
inadvertidamente apelidou de impossível...
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Adorno e Horkheimer
O que estamos consumindo hoje em dia, em
qualquer área passível de ser explorada pelo capital, é produto de uma genuína
“cultura de massa”, ou será que se trata de um produto gerado pela indústria
cultural?
Resumindo, você consome o que realmente
acha que é bom, ou simplesmente aceita o que te disseram que seria bom pra
você?
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Nem tudo é relativo
A Teoria da
Relatividade é uma das maiores revoluções do século 20. Modificou para sempre
nossa concepção do Universo. Entenda como o formidável legado de Albert
Einstein surgiu da observação de pequenos (porém intrigantes) eventos do cotidiano.
Oscar T. Matsuura
A Teoria da
Relatividade é um marco do século 20. Inovou o pensamento científico, ampliou o
conhecimento da natureza e o seu domínio pelo homem. Mas permanece afastada de
nossas preocupações cotidianas – em parte porque desafia o senso comum.
Mas basta
pensarmos em eventos de nosso cotidiano para entendermos muitos dos princípios
da Relatividade. A apreensão do tempo e do espaço é um exemplo disso. Nossa
experiência mais pessoal do tempo é a vivência do tempo subjetivo. Com ele
ordenamos a seqüência de eventos segundo o critério do antes e do depois para
narrar uma história. Mas o tempo parece estar fluindo sempre e de maneira
uniforme, fora de nós, independentemente da nossa vontade. Assim, passam os
dias, os meses e os anos. Para medir ou quantificar o seu fluxo foram
inventados o relógio e o calendário.
O conceito
intuitivo de espaço nos vem da experiência da forma dos objetos e do volume
ocupado por eles, bem como da experiência do deslocamento dos corpos no espaço.
Apesar de invisível, o espaço parece existir como uma entidade objetiva e real.
Nós mesmos nos sentimos ocupando lugar nele. Esse espaço pode ser medido e quantificado
com uma régua ou trena.
Já por volta
de 300 a.C. o matemático alexandrino Euclides deu a esse espaço a magnífica
descrição geométrica do espaço tridimensional conhecido como euclideano. Porém,
até Copérnico (1473-1543) prevaleceu a concepção de que o Universo estava
hierarquizado em esferas concêntricas à Terra e confinado pela maior dessas
esferas, a das estrelas fixas, cujo raio era finito. Ou seja: o espaço era
finito. A hierarquização do espaço baseava-se na idéia do filósofo grego
Aristóteles: as esferas abaixo da Lua eram compostas dos quatro elementos –
Terra, Água, Ar e Fogo – e, acima dela, de uma substância chamada Quintessência
ou Éter (que nada tinha a ver com a substância química de mesmo nome).
Portanto, além de finito, o espaço era não-homogêneo: tanto mais nobre e
perfeito quanto mais distante da Terra.
É a partir do
inglês Isaac Newton (1642-1727) que se estabelece a idéia de um espaço
homogêneo, sempre igual em todas as direções e infinito. Mas foi o filósofo e
matemático francês René Descartes quem, antes de Newton, inventou a geometria
analítica, uma ferramenta matemática para representar e manipular pontos nesse
espaço. As coordenadas geográficas num mapa ou num globo exemplificam esse tipo
de representação.
A régua do
universo
Não se impondo
um início e um fim para o tempo, nem fronteiras para o espaço, tempo e espaço
são ilimitados e infinitos. Tal tempo e espaço inviabilizam, respectivamente, a
determinação de um instante e a localização de um evento. É fácil entender
isso: assim como num universo infinito é impossível definir o seu centro, uma
partícula perdida num espaço infinito não é localizável na medida em que a sua
posição não pode ser quantificada. Não pode ser quantificada porque não pode
ser medida. Não pode ser medida porque não existe régua infinita.
Mas é fácil
perceber que faz todo sentido medir um intervalo de tempo entre dois instantes,
ou uma distância entre dois pontos no espaço. Introduzindo, pois, um ponto como
referência, ainda que de forma arbitrária, o instante de um evento ou a sua
localização podem ser medidos em relação a essa referência. Ela pode ser
estipulada como o instante inicial para a contagem do tempo e o ponto de origem
para a medição das distâncias. Concluímos que o nosso ato de medir o tempo e o
espaço requer a introdução de sistemas de referência.
Um exemplo
clássico. Você está parado na plataforma de uma estação de metrô e vê uma
composição se aproximar. Nela está um amigo seu. Ele está sentado junto a uma
janela que pode ser reconhecida por meio de alguma marca. Como você descreveria
o movimento daquela janela? Agora o tempo não pode ser ignorado. Um relógio é
necessário. A descrição pode ser feita tabelando a distância dessa janela até
você para cada sucessivo segundo de tempo fornecido pelo seu relógio. Essa
descrição terá você como referência: o lugar onde você se encontra e o seu
relógio. O fato é que, na descrição final, a distância da janela em relação a
você diminuirá com o passar do tempo.
Mas qual é a
descrição do movimento da janela do ponto de vista do seu amigo no trem? Claro,
a referência pode ser escolhida arbitrariamente. O bom senso sugere que ele
escolha o banco em que está sentado. Nesse sistema de referência a janela
permaneceu parada o tempo todo. Mais: afirmará que estava parado, sentado, e
que você, na estação, estava se aproximando dele!
Chegamos,
assim, à conclusão de que o movimento é relativo. Relativo ao sistema de
referência do observador. Nenhum movimento é absoluto.
O
observador é tudo
Uma idéia
fundamental que possibilitou a transição do sistema geocêntrico de Ptolomeu
para o sistema heliocêntrico de Copérnico foi a da relatividade do movimento
dos astros. Com efeito, muitos movimentos celestes importantes resultam apenas
do movimento do observador que, estando na superfície da Terra, é arrastado
pela sua rotação, translação etc. Apesar da simplicidade e obviedade dessa
idéia hoje, a humanidade passou vários séculos desconsiderando o
heliocentrismo. Por quê? Porque prevalecia a idéia de que a Terra permanecia imóvel
no centro do Universo. Mas sobretudo porque pesava o fato de que a contemplação
ingênua do céu estrelado não dava a menor indicação de que a Terra estivesse
girando em torno do seu eixo e viajando no espaço ao redor do Sol. O modelo
geocêntrico era intuitivo.
Na prática, um
sistema de referência é um laboratório com um observador e os seus aparelhos de
medida: a régua, para medir distâncias; o relógio, para medir o tempo. O ponto
importante é que o observador e os seus instrumentos de medida sejam solidários.
Se o observador se mover, os instrumentos deverão acompanhá-lo.
A relatividade
do movimento é uma conseqüência da relatividade da posição de um corpo no
espaço, em relação ao sistema de referência adotado. O espaço, em si, é
absoluto. Também a distância entre dois pontos é absoluta. Mas a posição de um
corpo, e o seu movimento, são relativos a cada sistema de referência.
Até aqui, o
tempo em si também é considerado absoluto. Também as medidas de intervalos de
tempo são absolutas. Diferentemente da origem para o espaço, a origem para a
contagem do tempo é supostamente comum para todos os sistemas de referência.
Surge, assim, uma assimetria entre as medidas do espaço e do tempo. Só as
primeiras são relativas a cada sistema de referência. Enquanto a posição da
janela do vagão do metrô dependia do sistema de referência, o tempo era comum:
o relógio do seu amigo no metrô, e o seu na estação, estariam marcando
exatamente o mesmo tempo.
A consideração
de que o tempo é comum para todos os sistemas de referência implica alguns
requisitos: que todos os relógios distribuídos no espaço marcham com a mesma
velocidade, independentemente do movimento relativo. Isso será negado na
relatividade restrita com a dilatação do tempo. Implica também que todos os
relógios possam ser perfeitamente sincronizados – o que, no fundo, exige uma
forma de transmissão instantânea de informação entre dois pontos separados no
espaço. Isso também será negado com a relatividade da simultaneidade.
O fato de o
movimento ser relativo tem a ver com relatividade? Sim, mas a relatividade do
movimento da qual falamos até agora é clássica. Ela já era conhecida por
Galileu Galilei (1564-1642) e pelo próprio Newton. A relatividade de Albert
Einstein não é essa relatividade clássica, mas surgiu de uma revisão crítica
dela. Apesar da denominação Teoria da Relatividade, como se Einstein tivesse
dito que na natureza "tudo é relativo", o seu conteúdo principal diz
respeito muito mais à constância e universalidade das leis físicas.
Gênio
indomável
Na escola
primária, Albert Einstein (1879-1955) foi considerado insociável e lerdo. Seus
pais chegaram a achar que ele sofria de dislexia. Na verdade, Einstein estava
perdido nos próprios sonhos. Bom de raciocínio, tinha dificuldade nas tarefas
que exigiam memorização. Com apenas 5 anos, Einstein ganhou uma bússola.
Brincando com ela, achava um milagre a propagação do magnetismo terrestre pelo
espaço. Considerado um mau exemplo para os colegas, Einstein não conseguiu
terminar o ginásio em Munique do qual foi expulso. Aos 16 anos, já em Milão com
seus pais, enquanto passeava de bicicleta, fez a famosa pergunta: "Como se
pareceria o mundo se eu viajasse em um raio de luz à velocidade da luz?"
Nesse mesmo ano escreveu um trabalho sobre eletromagnetismo que já prenunciava
a Teoria da Relatividade. Esse trabalho impressionou tanto os examinadores da
Escola Politécnica de Zurique, que compensou as notas ruins em outras
disciplinas.
Em 1901, por
alguns meses Einstein deu aulas de matemática em colégios não muito distantes
de Zurique, mas, em meados de 1902, ganhou um emprego no Departamento de
Patentes, em Berna. Teve tempo para pensar em física.
Em 1905
publicou cinco trabalhos, dentre os quais aquele sobre o efeito fotoelétrico,
pelo qual ganharia o Prêmio Nobel de 1922, além de dois artigos com os quais
lançou a Teoria da Relatividade Restrita, uma resposta àquela pergunta que se
fez andando de bicicleta. Assim chegou ao espaço e tempo relativos,
desconstruiu a noção intuitiva da simultaneidade, introduziu a estranha idéia da
variação da massa com a velocidade, o significado de velocidade-limite para a
velocidade da luz e a equivalência entre massa e energia. Convidado para
escrever um artigo sobre sua teoria numa publicação anual, sentiu-se
desconfortável com o fato de que a Relatividade se aplicava somente a situações
especiais. Concebeu então um novo projeto que rompesse essas barreiras: a
elaboração da Relatividade Geral. Ou, como todos conhecemos: a Teoria da
Relatividade.
O grande
salto
A Relatividade
Restrita só se aplicava em sistemas cujos movimentos relativos tinham
velocidade retilínea e uniforme. Sistemas acelerados, como uma galáxia distante
em relação a nós, estavam excluídos. Em 1911, Einstein aceitou o convite para
trabalhar em Praga, na atual República Checa. O projeto da Relatividade Geral
praticamente não havia progredido e só foi retomado aí. Através de experimentos
mentais, construiu duas idéias-chave: o Princípio da Equivalência, segundo o
qual um sistema em repouso no campo gravitacional da superfície da Terra é
indistinguível de um sistema acelerado por um foguete com igual aceleração no
sentido oposto; e a curvatura do espaço e do tempo. Para completar a teoria,
faltava encontrar a solução matemática para encurvar o espaço-tempo.
Um exemplo
clássico disso é o do carrossel. Num carrossel que gira, há uma aceleração
centrífuga. Segundo a Relatividade Restrita, a medida do raio R do carrossel,
perpendicular ao movimento, não é afetada pela rotação. Mas a medida do círculo
externo é afetada: não será 2pR, mas menor. Isso ilustra como o espaço num
sistema acelerado não é mais euclideano, mas encurvado. Para introduzir a
curvatura Einstein fez uso do espaço-tempo, uma entidade geométrica abstrata
criada por Hermann Minkowski, seu mestre de matemática em Zurique. O
encurvamento do espaço-tempo é determinado pela presença de matéria e energia.
No espaço-tempo encurvado os corpos e a luz percorrem trajetórias curvas, mas
não mais sob a ação de uma força. A Relatividade Geral dispensa a noção
newtoniana de força.
Em 1914
Einstein mudou-se para Berlim. Trabalhava freneticamente para finalizar a
Relatividade Geral. Em 1916, depois de tê-la apresentado no final do ano
anterior numa sessão da Academia Prussiana de Ciências, publicou sua
Relatividade Geral. Mas Einstein não era um bom matemático. Assim, com muito
sacrifício e com muitas tentativas e erros, chegou às equações da Relatividade
Geral.
Ao reformular
a teoria da gravitação de Newton, a Teoria da Relatividade permitiu construir
um andaime mental para o estudo do Universo como um todo. Só por isso a Teoria
da Relatividade tem um valor cultural inestimável, pois deu ao homem a chave
para responder à pergunta: "Onde estamos?" Essa foi uma grande
façanha intelectual, pois o Universo é um objeto muito peculiar de investigação.
Por definição, ele inclui toda a realidade física sem que nada reste fora dele.
Estamos diante do caso único em que o observador, necessariamente, faz parte do
objeto de estudo. Não há, portanto, a usual relação sujeito-objeto. Nem existe
um espaço como se fosse o palco preparado para a atuação do Universo. O espaço
e o tempo só existem no Universo e na medida em que o Universo contém coisas e
abriga processos. Através do espaço e do tempo as coisas no Universo têm
relação, não com o todo, mas entre si, de modo que a descrição do Universo é
uma descrição da rede de relações que ocorrem nele.
Essa descrição
é fundamentada na Teoria da Relatividade, que nos permite vislumbrar o Universo
como quem consegue enxergar além do horizonte e perceber a curvatura da Terra
quando é alçado a alturas maiores. Vendo agora o Universo à luz da revolução de
Einstein, reconhecemos nele reflexos de nós mesmos. Pela primeira vez, desde a
criação, o Universo toma conhecimento de si mesmo através do homem!
Uma predição
da Relatividade Geral foi a deflexão dos raios de luz de estrelas distantes
quando eles tangenciam o Sol até chegarem aos nossos olhos. Agora a deflexão
não era mais explicada pela ação de uma força gravitacional atuando nos fótons,
mas pelo encurvamento do espaço nas proximidades do Sol. Em 1919 a Royal
Society de Londres anunciou que essa predição havia sido confirmada no eclipse
daquele mesmo ano. Parte dessa observação foi realizada no famoso eclipse de
Sobral, CE. Foi este sucesso que lançou Einstein definitivamente para a fama
internacional, não apenas como cientista, mas também como o sábio que mudaria
nossa maneira de encarar o Universo.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
FAZ UM ANO...
Faz um ano que meus olhos procuram seus cabelos finos e brancos entre
as frestas da janela...
Não ouço mais sua voz sem palavras anunciando minha chegada...
Não vejo seu sorriso e não posso apertar sua mão...
Meu abraço sente falta do teu cheiro...
Muito embora meu egoísmo ainda te prenda aqui, um guerreiro como você
merece descansar em paz...
Mas sei que seu descanso é lutar outras batalhas, encontrar novos
campos, e semear o bem entre seus novos, e antigos companheiros...
QUANDO A LUZ
DEIXOU TEUS OLHOS...
Perdoa-me pelo
amor que eu guardei...
Ele ainda está
aqui, não sei se podes sentir...
Lágrimas ainda
tenho, sempre as terei,
Mas estou
procurando lembrar e sorrir...
Não sei,
sinceramente temo que tenha sido o fim...
Sonhei que
vieste até mim, mas acordei...
Se pensamentos
são eternos, você ainda existe,
Então sei que
vives se tenho viva tua vida em mim.
Não pude te
dizer adeus, ou até logo...
Quando cheguei
já tinhas partido.
Descendo
aquele labirinto de paredes brancas
Temia te encontrar
ausente...
Quando a luz
deixou teus olhos
Não pude te
oferecer um último olhar...
Ao ver-te tão
sereno, não pude me conter, era mesmo verdade...
Tua luta,
nossa luta, havia chegado ao fim...
Que pena que
foi preciso que sumissem teus passos
Para que eu
soubesse te fazer um carinho...
Para que eu
perdesse o medo de teus braços!
Há tempo,
soubemos descobrir que abraços dizem mais que qualquer palavra...
Mesmo que
ainda, ou nunca saibas, eu sei
Que sempre
procurei mil formas para amenizar sua dor...
Se teus olhos
não me viram sempre, nunca deixei
De te procurar
em meus pensamentos, e chorar... e sonhar!...
Juro que se
pudesse nunca te deixarias sozinho...
Mas devemos
atenção à vida que não é viver de verdade!...
Espero que
ainda estejas tu, e que não estejas só...
E ainda que
não enxergues que nos veja em tuas recordações...
Perdidos no
tempo ainda estamos, pai e filho...
O sol
queimando nossos corpos, a alma aquecida...
Tua voz firme
e a força de teus braços, tua mão grande e forte...
Ainda estou de
férias e somos só nós dois, lembra?
O horizonte e
o silêncio que só pais e filhos podem entender!
São dias
perfeitos e é bom saber que ainda estão lá...
Tua vida
agora, em minhas frágeis retinas, começa de novo...
E eu te encontro no dia em que nasci... Oi pai, vamos reviver nossa história?
E eu te encontro no dia em que nasci... Oi pai, vamos reviver nossa história?
domingo, 11 de dezembro de 2011
Encontrei este texto em um caderno antigo, de quando era ainda
adolescente – então é bem antigo mesmo!... É engraçado ver como nessa fase
somos tão exagerados, tudo parece mais intenso do que realmente é... As
paixões, as contradições, a dor...
Ele parece escrito por alguém que passa por uma profunda crise
existencial – pelo menos é o que parecia na época –, mas na verdade é de alguém
que passa pela terrível dor de deixar de ser criança...
Depois acabamos descobrindo que não necessariamente teremos que
abandonar essa criança que existe em nós, que esse na verdade é só mais um
momento de adaptação, como tantos outros que teremos vida a fora... Mas acho
que esse sentimento de ruptura é que causa essa sensação tão intensa; um vazio
que até então não se está acostumado a sentir...
Hoje em dia vejo que este sentimento vem se revelando cada vez mais
cedo, porque a infância perde espaço a cada nova geração, para necessidades, ou
o que é pior, para obrigações que nos fazem caminhar em sentido contrário ao daqueles
anseios mais íntimos, que verdadeiramente alimentariam nossa alma...
“Eu caminho ao lado de um
abismo... E neste momento estou virado para ele. Eu posso vê-lo, tão profundo,
tão presente, tão indesejável, mas tão fascinante... Tudo é escuridão e medo. E
se faz trevas em meu pensamento... Um passo em falso e lá se vai meu auto
controle...
Do outro lado é dia, mas o
sol me cega... é mais gostoso olhar para o buraco negro que me seduz...
As pessoas fogem para o outro
lado, mas eu ouço seus gemidos, elas podem enxergar, mas a luz é muito forte e
só existe dor. Aqui tudo é silêncio e escuridão...
Eu vou saltar...
VAMOS AJUDAR A ILHA A SE MANTER SEMPRE BELA...
ABAIXO ASSINADO Contra a ampliação do porto de São Sebastião com containeres. - Abaixo Assinado.Org
www.abaixoassinado.org
Ampliação do porto de São Sebastião ameaça Litoral Norte de SP
Está em andamento um projeto do governo do Estado São Paulo para ampliar o porto de São Sebastião e transformá-lo num movimentado terminal de navios de carga com a passagem de 1,5 milhão de contêineres por ano – 20% a mais do que era o porto de Santos em 2007. Essa região guarda alguns dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica e de Manguezais do país e será impactada pelas obras e operações do novo porto. A jornalista Juliana Borges, que tem acompanhado de perto os impactos do desenvolvimento no Litoral Norte de São Paulo, escreveu um texto para este blog levantando a discussão. Considerando que, no Brasil, o meio ambiente e os moradores locais costumam ser atropelados por aquele tipo de desenvolvimento que vê números, mas não pessoas, é bom ficar atento. Hoje é Belo Monte. Amanhã, São Sebastião…
Caso seja aprovado, o novo porto terá uma capacidade 30 vezes maior, ocupará uma área três vezes superior à atual e terá capacidade de atracar 18 navios simultaneamente (hoje são permitidos apenas quatro) com capacidade de 9 mil contêineres, o que equivale a um prédio de nove andares.
É inegável que é preciso melhorar as infraestruturas de transporte no Brasil. Mas a questão é como e onde isso deve ser feito. Será que fazer um imenso porto numa área de preservação ambiental é a melhor saída? E fazer uma obra desse porte sem pensar em criar infraestruturas de acesso? E incentivar a ocupação numa região espremida entre o mar e a montanha, cercada por Áreas de Preservação Ambientais (APAs) e Parques Estaduais e que já sofre com o crescimento desordenado?
Os impactos ambientais e sociais da ampliação do porto serão grandes. A obra vai aterrar parte do último mangue da região, o do Araçá, e o movimento dos navios vai prejudicar significativamente a vida marinha do canal – que já tem sofrido bastante nos últimos anos. Também levará um movimento de 4 000 caminhões por dia (ou 150 por hora) à Rodovia dos Tamoios, que liga o Litoral a São Paulo. Hoje, mesmo sem todos esses caminhões, a rodovia já está em colapso. A sua duplicação vem a passos lentos.
Um porto desse tamanho invariavelmente atrai gente, empresas e comércio. Mas tanto Sebastião quanto Ilhabela não têm muito mais para onde crescer. Ambas as cidades possuem pouco espaço, entre o mar e a montanha, cercadas de áreas de preservação ambiental e já vêm sofrendo bastante com o crescimento desordenado. Em 20 anos, as duas dobraram de tamanho – São Sebastião tinha 33 mil pessoas em 1991 e hoje tem 74 mil, enquanto Ilhabela passou de 13 para 28 mil. Esse aumento populacional está esgotando os mananciais de água potável (São Sebastião já usa água da vizinha Caraguatatuba), destruindo áreas de preservação ambiental e poluindo os rios e o mar. No verão, praias da costa são consideradas impróprias para o banho – a cobertura da rede de esgoto nos dois municípios é pífia: em Ilhabela, é inferior a 10%. A ampliação sem a criação anterior das infra-estruturas para acompanhar esse crescimento vai agravar bastante todos esses problemas.
A Companhia Docas de São Sebastião, responsável pelo porto, elaborou um Estudo de Impactos Ambientais, com um Relatório de Impactos Ambientais (EIA-Rima) que será apresentado ao Ibama. Sem a aprovação do órgão, a obra não pode ser feita. O estudo vem sendo bastante questionado pelos moradores locais, que estão se mobilizando para barrar o projeto. Esta semana, foram realizadas em São Sebastião e em Ilhabela duas audiências públicas para o debate do estudo. Em ambos os encontros, a maioria absoluta dos presentes foi contra as obras. Além de problemas ambientais e sociais, a sociedade civil alega que o processo deve afetar o turismo, principal fonte de renda tanto de Ilhabela quanto de São Sebastião.
Essa não é a primeira vez que a sociedade local se mobiliza para proteger o ambiente. Os moradores já conseguiram impedir três projetos de verticalização na região, a construção da Rodovia do Sol e uma outra tentativa de ampliar o porto de São Sebastião, em 1987. Eles também impediram que a Dersa construísse em Ilhabela sua oficina de balsas para servir toda a região, inclusive Santos.
Agora é acompanhar o debate para garantir a qualidade de vida desta e das futuras gerações na região.
FONTE: BLOG DO SAKAMOTO
sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
No dia 9 de dezembro de 1980, eu tinha 16
anos, já era muito beatlemaníaco, e minha mãe me acordou com cuidado para dar a
notícia. John Lennon havia sido assassinado na noite do dia anterior, na porta
do conjunto de prédios onde morava, e, depois disso, nunca mais o mundo do
rock’n’roll foi o mesmo. O que se investiu em segurança para astros da música
antes da morte do ex-Beatle não se compara ao que se gastou depois. Não há como
não pensar que o fato de estarmos vendo, atualmente, cada vez mais megashows
com cordões de segurança e barreiras que separam público vip do normal se deve,
um pouco, à fatalidade que ocorreu com John.
No domingo que se seguiu ao assassinato,
mais precisamente no dia 14 de dezembro, o mundo parou para homenagear o ídolo.
Yoko Ono, em comunicado à imprensa, convocou o planeta para que fizesse uma
vigília silenciosa de 10 minutos, no que foi prontamente atendida por legiões e
mais legiões de admiradores de Lennon em todo o planeta. Inclusive aqui no
Brasil. Lembro-me de ter me reunido com diversos amigos, companheiros de
idolatria, num hotel do Leme (RJ), onde fizemos uma roda em torno de uma única
vela na hora marcada para a cerimônia. Bateu um vento danado durante todos os
dez minutos da vigília, mas algo mais forte do que todos nós manteve aquela
chama acesa. Coisa para a qual até hoje não tenho explicação.
O fato é que a mesma coisa tem acontecido
com o legado de John ao longo de todos esses 30 anos. Sua música, sua arte e
suas ideias continuam influenciando gente de todos os cantos. “Give Peace a
Chance” e “Imagine” são hinos pacifistas de impacto ainda maior do que tinham
nos anos 1970.
Portanto, não é de se estranhar que
qualquer anúncio de um disco, filme ou programa de TV novo com material inédito
de John Lennon provoque calafrios até hoje. Nesta semana que está acabando, o
canal GNT exibiu quatro programas inéditos na TV brasileira abordando vários aspectos
da carreira do ex-Beatle. Neste final de semana, você ainda tem a chance de
rever três deles. Esqueça o desprezível “Simplesmente Lennon”, no qual atores
dão vida ao cantor e àqueles que o rodeavam entre 1967 e 1970 – para quem
quiser se arriscar, o longa de uma hora e meia passa às 16h deste sábado.
Imperdível mesmo é “Lennon NYC”, um outro longa que relata a vida do astro
desde que chegou em Nova York no ano de 1971 até sua morte em 1980, e que
chegou a ser exibido no Festival de Cinema do Rio deste ano em sessões
concorridíssimas. O filme também será exibido no sábado, às 17h15. E, nesta
sexta-feira, o canal a cabo exibe Lennon & Harrison, um especial que traça
paralelos entre as carreiras solo dos dois Beatles que já partiram deste
planeta.
Se depender da sede de informação de fãs de
Lennon em todo o mundo, o sonho, naturalmente, está longe de acabar.
Por Heitor Pitombo
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
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